E se o inimigo só puder ser vencido com o sangue do herói?
Arjuna
Daniel Rodrigues Cavalcante
Em algum momento de agosto
A face terna, de repente, o diabo
Mais feia que carranca com quiabo
Desce das profundezas da ira de Shiva
O demônio em forma de velha agressiva
Uma flecha mágica, imbuída de ironia
Voa no ar, promete findar a agonia
O arco de Arjuna ainda vibra musical
Da cabeça lesionada, mais mil em sucursal
O que move essa fera rubra de seda
Vestida tão bela e de ares tão hostis?
Voou a flecha e desceu a cascata rubeda
Na torrente de sangue, rolavam cabeças vis
Arjuna e o demônio, sumindo na vereda!
Resta o campo de narcisos e a flor de lis.



Os demônios as vezes nos faz correr literalmente, ou simbolicamente de algo que necessita transformar-se….