Hoje, resolvi postar um texto muito polêmico da minha parte. Através dele, uso de lógica para provar a existência de Deus com matemática.
Sim, esse pensamento contém falhas. Quem souber onde, indique!
Céu Infinito - Gustavo Urias
Ensaio Silógico acerca da existência de Deus
Por Daniel Rodrigues Cavalcante*
Tomemos como nosso ponto-de-partida a reta que liga o ponto A ao ponto B.
Segundo a geometria, entre dois pontos sempre existe um ponto-médio, que por sua vez cria dois segmentos de reta, que também possuem seus pontos-médios, e assim sucessivamente, até haver um número infinito de pontos entre A e B.
Esta lei também se aplica à matemática, pois entre 0 e 1 podem haver infinitos algarismos fracionais.
Sendo assim, podemos afirmar que num espaço finito está compreendido o infinito.
Por outro lado, nós somos seres que ocupam áreas finitas – afinal, somos mensuráveis e com limites tangíveis entre nosso corpo e o mundo – e temos existência finita – já que morreremos todos em algum dia. Sendo assim, podemos dizer que ocupamos um intervalo finito na reta de tempo e na de espaço.
Portanto, a lei de infintude num intervalo finito se aplica ao tempo e espaço da existência finita.
De certa maneira, nas religiões monoteístas, Deus é a infintude em si, pois é atemporal, incorpóreo e ocupa todo o espaço e tempo, permeando a tudo e todos o tempo todo. Sendo assim, uma conclusão final pode ser retirada com a fusão desses fatos todos.
Se nós somos finitos e ocupamos um intervalo na reta tempo e espaço, então contemos dentro de nós infinitude. Se a infinitude é Deus, então contemos Deus dentro de nós e, já que Ele transcende toda linha de tempo e espaço, então Deus existe, habitando cada um de nós.
*Provavelmente essa idéia não é minha. Já ouvi em algum lugar que Deus foi provado matematicamente. Se alguém souber de algum autor que tenha escrito esse pensamento, por favor me avisem que tirarei este texto do ar.



Essa é sua interpretação sobre a questão, na minha opinião, não acrescenta absolutamente nada sobre a dúvida acerca da existência ou não de um (ou mais) Deus(es).
Opa!
Acho as conversações nos blogs uma das coisas mais importantes, fiz alguns comentários rápidos, posso deixar mais detalhes agora.
Quando disse que é a sua interpretação, quis dizer que você pegou umas características de um deus de uma religião qualquer e no fim o definiu como sendo a infinitude. Acho que essa é a chave do problema, afinal, é uma definição arbitrária e que foi escolhida basicamente para este problema. Assim como afirma de Deus é a infinitude, alguem pode afirmar que a infinitude não é nada além de infinitude. Portanto, o dilema sobre a existência ou não de um Deus continua.
Ou seja, o problema maior são as proposições e não o raciocínio em si. O que acha sobre isso?
Então, considerei Deus como infinitude, pois esse é o único ponto comum das descrições de Deus entre as religiões. Até mesmo entre as religiões politeístas e monolátricas, existe um deus maior, que permeia a existência.
Achei interessante você pegar este ponto específico da arbitrariedade, já que todos passaram reto nele. É a única falha crítica que tinha notado no texto.
Besides, se a infinitude é atribuída a Deus, e a infinitude existe, existe uma relação silógica envolvida. O mistério continua, claro. Não vai ser eu que vai conseguir responder a essa questão. Cabe às reflexões de cada pessoa.
As minhas estão espalhadas nesse blog.
Abraços!
Pessoalmente acho que no momento, ninguém pode resolver isso. É possível, mas muito improvável que exista um ou mais deuses como os descritos pelas religiões ou de outra forma qualquer. Depois de muita reflexão e de um tempo me considerando agnóstico, me tornei ateu de fato. Claro, não da minoria dos ateus que tem certeza de que não existe um Deus, porque se é praticamente improvável provar que existe um Deus, é mais difícil ainda provar que não existe um.
Só concluindo que sua definição apesar de arbitrária é válida para essa visão de Deus, assim como Spinoza considerava que Deus era a natureza, porque não considerar Deus como o infinito? Mas claro, no fundo, permanece apenas a palavra em comum, pois é difícil tirar algo mais profundo disso.
Até mais!
Foo Moon,
Não defini Deus, para começar. Descrevi um aspecto dele aceito universalmente. Em todas as religiões e crenças num (em) ser(es) maior(es), este(s) é(são) onipresente(s). Na Matemática, a única coisa onipresente é o infinito.
Faça a relação silógica a partir daí.
Segundo estudos cientificos o universo deve ter nascido e morrido 18 vezes, o que nos diz que é um universo novo, e que pode existir outros universos…o mistério da anti-matéria…e outras questões desconhecidas dificultam as logicas e nos impendem de ir alem…tenho as vezes a sensação que ´universo é uma grande engenhoca…mas quem domina esse brinquedo?…a resposta existe…basta descobri-la…mas como toda reflexao é bem vinda, muito obrigado por apresentar mais uma hipotise…um abrçs…estamos dentro de um corpo que fez a maior idade rsrsrs….18 anos…ou quem sabe em um jogo de rpg de um super computador avançado ….rs…o fogo…ele ta em todas…de olho no fogo…rsrs…o amigo sol, um dia será inimigo…
[...] meu silogismo, David Hume provavelmente me [...]
Minha objeção seria praticamente a mesma do Foo Moon, afinal, a definição de deus como infinitude ( e infinitude definida como deus) não foi justificada, pois somente recorreu ao uso comum entre várias religiões, que, por sua vez, também nunca foi justificado. Desta maneira, esta prova da existência de deus não possui o rigor matemático e lógico que foi pretendido, sendo em grande parte arbitrária. Acredito que a forma do argumento seja válida, mas as premissas forem rejeitadas (deus é o infinito, por exemplo) a prova é demolida.
Ah, a prova seria rejeitada caso o argumento fosse arbitrário, mas há um porém.
Não há civilização no mundo, com a ideia monoteísta que estou aqui me embasando, que não acredite que Deus transcenda tudo.
No caso das politeístas, a união de todos os Deuses, seus poderes e governos poderia ser considerada a tal transcendência.
Se não se pode retirar do meio cultural a prova rigorosa por intermédio de um olhar apurado, como Husserl propôe, as ciências humanas não existem.
Esse pequeno texto fazem as pessoas pensarem…
Ele cumpriu sua função!
É edson… Pode ser que o universo pisque, como imaginaram os filósofos hindus. Pode ser que tudo seja só agora. Tudo pode ser verdade ou não ser…
Infelizmente, este é um assunto sobre o qual as pessoas se recusam a falar e até a pensar. Elas têm medo, horror mesmo do desconhecido. Por isso, preferem acreditar em tudo que os sabichões religiosos dizem. Eu mesmo fui vítima deste “medo” ao encarar a realidade cósmica. Primeiro, porque fui criado praticamente dentro de uma igreja católica que prega não somente a existência de um Deus-Pai como de anjo da guarda. Este estaria sempre perto de mim para que nada de mal me acontecesse, desde que eu seguisse as regras. E eu segui…
Acontece que as coisas não foram bem assim. Pelo contrário, uma sucessão de desamores e desenganos marcaram minha adolescência, enquanto via colegas se dando bem na vida, inclusive financeiramente. Eu era um rapaz bem comportado, estudioso, batalhava na vida e mesmo assim o Deus-Pai não dava a mínima para mim. Buscando explicação dentro da própria religião, os sabichões me diziam que meu sofrimento era por que Deus queria me testar, ver se eu era um bom filho e que um dia a coisa iria melhorar. Mas o tempo foi passando, passando e ela realmente… piorou. Esta é a desculpa que eles têm par justificar a miséria humana. Insatisfeito e angustiado com aquela situação, comecei a perscrutar a natureza do Universo até que abri meus Chakaras e as experiências espirituais começaram a acontecer. Foi uma catarse dolorosa pela qual meu corpo passou. Fui anotando tudo e as conclusões deram origem a um livro de tiragem doméstica, impresso em offset com o nome de O Universo Como Ele Realmente É. Naquela época ainda pensava numa consciência infinita, uma absurdo, pois como pode um ser não conhecer sua própria dimensão? Foi aí que percebi a diferença entre Inteligência Infinita e Consciência Infinita. O Universo é Energia Infinita, regida por uma linguagem matemática, portanto Inteligente, mas não consciente. O resultado final foi a transformação daquele acanhado livro para O MITO DO DEUS PAI publicado pela Editora Biblioteca 24X7 que definitivamente discute o UNIVERSO INTELIGENTE, senhor de sua própria criação, mas não consciente. Ele traz mais de 100 referências de filósofos e cientistas. Entretanto, este não é um livro materialista, pois mostra que somos quantidades ínfimas de energia gerada pela vibração da Inteligência Infinita até adquirimos consciência através das sucessivas reencarnações em corpos materiais até evoluirmos para Seres Superiores (Espíritos de Luz).
Pedro Cabral Cavalcanti –
pcabralcavalcanti@gmail.com
Olá Pedro, tudo bom com você? Esse tipo de trabalho merece ser divulgado. Toda discussão é essencial e válida. Se quiser, posso escrever uma resenha crítica sobre seu livro, quando eu conseguir uma cópia. Atenciosamente, Daniel Cavalcante.